BEBER, FOI MEU MAIOR PROBLEMA (anônimo)

“No início foi só como passatempo, um desinibidor nos bailes da juventude, eu era muito tímido com as mulheres nos pagodes de roça, ou de eleições, ficava sentado no banco, enquanto os primos, os amigos dançavam a noite toda. Uma dica de alguém, tome uma dose e a timidez vai embora, foi assim o começo de tudo. Nas festas tomava umas poucas, a inibição dava lugar à euforia, e aí sim eu conseguia participar alegremente dos momentos de lazer, mas quando terminava o efeito, ficava em estado depressivo. Enquanto era jovem, não tive grandes problemas, era até salutar tomar umas e outras, eu não bebia compulsivamente, pelo menos pensava assim, ficava até muito tempo sem beber, mas os grandes problemas vieram depois. Com o contínuo uso da bebida, vim a desenvolver a doença do alcoolismo, mas isso, muitos anos depois. Antes da bebida me causar problemas, eu me casei, nessa época eu bebia esporadicamente, em um final de tarde, quando terminava o trabalho, juntamente com o patrão e os colegas, tudo muito natural. Uma coisa que percebi é que, os ambientes podem mudar e muito o comportamento, e o modo de ser de uma pessoa. Digo isso porque enquanto eu trabalhava em uma empresa onde ninguém tinha o hábito de beber, eu me mantive sóbrio. Terminava o dia de trabalho ia para casa, e tudo corria normalmente. Depois de um certo tempo, saí desta empresa, e fui trabalhar em uma outra, e nessa os colegas eram muito dados ao álcool, no lanche da tarde iam para o boteco e, para quebrar a monotonia, bebiam todas, por um tempo ainda consegui continuar mantendo uma certa distância da bebida, mas depois, com a insistência dos colegas, comecei a usá-la mais vezes do que antes. Daí foi que desenvolvi a doença, até porque o alcoolismo não é uma doença que se adquire, mas que se desenvolve, é hereditária, eu tinha a predisposição para desenvolvê-la.” Hoje eu sei que, quando se desenvolve a doença, a pessoa perde todo o domínio sobre si mesma, sobre a bebida, e perde o controle de sua vida (Primeiro Passo); e passa a viver na dependência do álcool, sua vida se resume em torno de uma garrafa, de um copo; se torna movida a álcool, não consegue conceber a vida sem o beber. O organismo, indefeso contra a bebida, nunca se satisfaz, cada vez precisa de mais doses de bebida, é a escalada da dependência. O bebedor-problema não bebe pelo sabor da bebida, mas pelo efeito que ela proporciona, na medida em que se repetem as bebedeiras, o organismo aprende a metabolizar a bebida, fazendo com que este não proporcione o efeito esperado, daí a busca de maiores dosagens, ou/e de bebidas mais fortes, daí para as drogas pesadas, é só um passo, ninguém se segura mais, é a mistura de exctase com viagra nas baladas, nos raves da vida, é bebida alcoólica com cocaína, com maconha, com heroína, com diazepínicos, benzodiazepínicos, chegando ao final com o crack, daí não tem mais volta, é a descalcificação completa do organismo, culminado com a morte do dependente e da família; durma com um pesadelo desses." Muitas 24 Horas de uma feliz Sobriedade!

Associação Comunidade Vida Nova
Há 30 anos nasceu Comunidade Vida Nova com o objetivo de salvar vidas. Nestes longos anos, já passaram por esta casa que é chamada “O Santuário da Sobriedade” centenas de Padres diocesanos, religiosos, religiosas, irmãos consagrados e leigos indicados por
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