O PERIGO DE RECAÍDAS

Eram quatro dependentes em recuperação, cada um segurando sua vela de recuperando. As velas queimavam calmamente. O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir um diálogo entre elas.


A primeira disse: Eu sou a Serenidade (Paz), e apesar da minha luz, as pessoas não conseguem manter-me acesa. Em seguida, a sua chama, devagarzinho, se apagou totalmente. A segunda disse: - Eu me chamo Sobriedade (Fé). Infelizmente sou supérflua para muitas pessoas. Elas não querem saber de Deus, por isso não faz sentido continuar me queimando. Ao terminar sua fala, o vento da compulsão bateu levemente sobre ela, e a chama se apagou. Baixinho e triste, a terceira vela se manifestou: - Eu sou A Sanidade (Amor). Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, porque só conseguem enxergar elas mesmas, esquecem até daqueles que estão à sua volta. E também se apagou. De repente, chegou uma mulher dependente, e viu as três velas apagadas, apavorada ela gritou: - Que é isso? Vocês devem ficar acesas e queimar até o fim, senão eu e os companheiros recairemos.


Então a quarta vela falou: - Não tenhas medo, senhora, enquanto eu Esperança ( A.A.) estiver acesa, poderemos acender as outras velas da recuperação, e todos ficaremos felizes! Pausa para reflexão Quando apagamos as chamas da Serenidade (Paz), Sobriedade (Fé); Sanidade (Amor), ainda assim, nem tudo está perdido... Alguma coisa há de ter restado dentro da gente. E isto tem que ser preservado, acima de tudo... Então a mulher pegou a vela da Recuperação (Esperança), e reacendeu novamente os companheiros que estavam apagados, e a Sanidade reinou novamente, graças a Deus!

Associação Comunidade Vida Nova
Há 30 anos nasceu Comunidade Vida Nova com o objetivo de salvar vidas. Nestes longos anos, já passaram por esta casa que é chamada “O Santuário da Sobriedade” centenas de Padres diocesanos, religiosos, religiosas, irmãos consagrados e leigos indicados por
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